#33semanas – Dia da Gestante

Neste domingo (12), Beatriz completou 33 semanas. Infelizmente, não estava nada bem para postar aqui. Perdi meu irmão David Ribeiro três dias (9/8) antes para o câncer. Tão amado e tão alegre, não pôde conhecer a sobrinha, nem mesmo fotografá-la ainda na barriga como havíamos combinado. Agora, ele está dando seus cliques lá do céu. Tenho certeza que seria um ótimo tio. Sentirei muito sua falta, irmão.

Hoje é dia da Gestante. Então, decidi que esta seria a melhor ocasião para retomar o diário gravídico da Beatriz. Estar gestante é um misto de agonia com alegria, ainda mais nesta reta final da gravidez. Tudo dói. É a coluna, é a perna, a cabeça, o estômago… Seu rosto está redondo feito uma lua cheia, suas mãos incham e seus pés formigam. Você já não consegue dormir e não rende nada no seu trabalho. Tem também a ansiedade pela chegada, que por outro lado te deixa feliz por estar tão perto.

Segundo o  livro “O que esperar quando se está esperando”, estamos no oitavo mês, período que vai de 32 a 35 semanas. O livro também aponta algumas coisinhas que gostaria de compartilhar com as demais gestantes. Os sintomas comuns do oitavo mês de gravidez:

Físicos

  • Atividade fetal acentuada e regular;
  • Aumento da secreção vaginal, esbranquiçada (leucorréia);
  • Maior constipação;
  • Azia, indigestão, flatulência (gases), eructações (arrotos);
  • Cefaléia ocasional, desmaios e tonteiras;
  • Congestão nasal e, por vezes, sangramento nasal; entupimento dos ouvidos;
  • Sangramento das gengivas;
  • Cãibras nas pernas;
  • Dor lombar (lombalgia);
  • Pressão ou dor pélvica;
  • Edema leve (inchaço) dos pés e tornozelos, às vezes das mãos e do rosto;
  • Varizes nas pernas;
  • Coceira no abdome;
  • Hemorróida;
  • Umbigo protuberante;
  • Falta de ar, mais acentuada à medida que o útero comprime os pulmões, o que melhora com descida do bebê;
  • Sono difícil;
  • Aumento das contrações de Braxton Hicks;
  • Maior inépcia e deselegância ao andar;
  • Aumento dos seios;
  • Colostro, espontâneo ou sob pressão, pelo bico dos seios (embora possa se manifestar apenas depois do parto).

Emocionais

  • Maior ansiedade pelo término da gravidez;
  • Apreensão quanto à saúde do bebê, ao trabalho de parto, ao próprio parto;
  • Aumento da desatenção e do esquecimento;
  • Excitação – e certa ansiedade – pelo fato de que agora falta pouco.

Como está o bebê:

De acordo com informações do Baby Center, esta semana o bebê alcançou o marco de 2 quilos e mede por volta de 44 centímetros. – O que Beatriz superou faz tempo. Nesta fase, a criança começa a se posicionar para o parto, e normalmente fica de cabeça para baixo. Nos dois últimos exames de ultrassom que fiz, Beatriz já estava de cabeça para baixo e espero que continue assim.

O médico deve monitorar com atenção a posição do bebê nas próximas semanas. Alguns bebês resolvem ficar sentados, o que pode prejudicar a perspectiva de parto normal.

A cabeça do bebê ainda é relativamente flexível, e os ossos não se fundiram completamente. Um dos motivos para isso é facilitar a passagem pelo canal do parto. Mas os ossos do restante do corpo estão ficando cada vez mais rígidos. A pelo do bebê também perde o aspecto avermelhado e enrugado.

Se for o primeiro filho, há mais chances de o bebê encaixar a cabeça na pelve esta semana, pressionando seu colo do útero. (Isso acontece com cercada de metade das mães de primeira viagem).

Para quem já teve outro filho, a previsão é que o encaixe aconteça uma semana antes do parto – e em algumas mulheres o bebê só “desce” no começo do trabalho de parto.

Já para a revista Crescer, o bebê já mede 45cm e pesa 2,1kg. Neste período, o líquido amniótico atinge maior volume. O sistema imunológico do bebê está se desenvolvendo. Além disso, anticorpos maternos chegam por meio da placenta e, mais tarde, pela amamentação. Com os pulmões amadurecidos, ele já teria chance de sobreviver fora do útero agora.