Aletramento Materno – o que pensar?

Aletramento Materno pode não ser positivo ao desenvolvimento da criança? É a questão que me paira desde que fui apresentada à esta possibilidade e gostaria da sua opinião a respeito. A técnica promete ensinar bebês a ler, tendo leitura fluente aos 2 anos e meio de idade.

Quais os riscos e benefícios do aletramento materno?

Quais os riscos e benefícios do aletramento materno?

Consiste em estimular a criança desde seu nascimento a reconhecer palavras, figuras e cores – gradativamente conforme a idade – justificando que neste período ela tem mais interesse em aprender. Não duvido disso, mas, com tantas descobertas que ela já faz naturalmente, exigir que ela aprenda a ler tão nova não seja algo além da conta? Quais os benefícios? Quais os riscos?

Sinceramente, não consegui formar uma opinião concreta sobre o que li a respeito. Eu aprendi a ler aos três anos, ensinada por meu pai. Claro, não foi por essa técnica que parece ser um tanto recente e não sofri danos, até porque a vontade de aprender a ler partiu de mim – para ler gibis – e não fui cobrada para isso.

Queria saber a opinião de outras mães, pediatras e psicólogos a respeito. Quem desconhece a temática, indico que veja a página Aletramento Materno – Artesanato da Leitura.

5 comments

  1. J. says:

    Acho válido desde que faça parte de uma brincadeira e não de um *compromisso* (que é o que me pareceu no site). Não precisamos tanto de ansiedade para a leitura, a não ser que o bebê se divirta com isso. Mostrar letras, ensinar é legal sim. Até porque crianças aprendem com uma velocidade absurda. Porém, cobrar com que aprendam logo, já acho meio prejudicial. E cada um tem o seu tempo, né? Se não gerar ansiedade em um dos pais, com o retorno, acho que você pode tentar, sim.

    Se fosse comigo, se eu pudesse, aprenderia sim, mas só repassaria o que desse (o que fosse divertido e o que ele quisesse). Espero ter ajudado 😉 Eu tenho a certeza de que vocês agirão certo .;-)

    • Cristiane (tia) says:

      Jéssica, vi programas americanos em que as mães comentavam sobre essa técnica com bebês quando a Mariana era pequena, há uns 7 anos atrás. Nunca me interessei, até porque de que adianta a criança aprender a ler, sem compreender o significado de tantas palavras, sem apreender o conceito e, além disso, começar a questionar determinadas palavras antes da maturidade necessária, num descompasso entre amadurecimento e curiosidade. Penso que a espontaneidade da criança deve ser respeitada. Se como você ela se mostrar interessada em livros infantis, gibis,revistas,utilize o método,a partir dos dois ou três anos. Minha opinião é que invista nos estímulos, sem necessariamente utilizar essa técnica por enquanto. Música, livros, canções infantis, teatro, cinema, poesias, rimas, são estímulos mais naturais do que apresentar os conceitos de letras e números. E cada criança é distinta da outra, com três filhos vivencio essa certeza diuturnamente, pois cada um tem o seu “ritmo”.Talvez tenha relação com o assunto a experiência de uma amiga psicóloga com o tratamento higiênico dos filhos: ela forçou a retirada da fralda, usando técnicas e dedicação, de modo que os dois filhos mais velhos precocemente deixaram de usar fralda. O problema é que começaram a fazer xixi na cama com muito mais frequência. E ela já conhecia estudos neste sentido, mesmo assim decidiu acelerar o processo, o que não foi positivo. A gente não pode ter preguiça de ensinar, educar, nem deve se acomodar ignorando as novidades que surgem a cada dia, porém acelerar o processo de aprendizagem, penso eu, atrapalha a infância, que dura tão pouco…A Mariana lê perfeitamente e quer ser escritora quando crescer (por enquanto), e ela só foi alfabetizada aos cinco anos. Mas, claro, cabe aos pais unicamente decidir sobre isso! Fica aqui somente a minha opinião singela. Beijos.

  2. Jéssica Macêdo says:

    Jéssica e Cristiane, as ponderações de vocês são muito justas. Particularmente, acredito que este tipo de estimulação para recém-nascidos é abusiva. O bebê acabar de sair do útero e já ser bombardeado com estímulos que exigem raciocínio lógico, na minha visão não é saudável. Creio que não faz mal lá pelos nove meses de idade, quando a criança já está habituada a receber informações de todo tipo.

    Estou longe de ser especialista no assunto, mas pelo que li e pelo que percebo na minha pequena, esta é a conclusão a qual cheguei: tudo tem seu tempo e ora, pra quê apressar o passo?

  3. Kátia Xavier de Azevedo says:

    Olá, pessoal, sou a autora do Aletramento Materno, acho muito interessante a experiência das mães e o posicionamento de cada uma. Sempre me vejo diante dos mesmos comentários, uns favoráveis, outros nem tanto, alguns totalmente contrários a essa prática. Pesquisei muito sobre os benefícios de ensinar a criança a ler, conheço bastante das teorias psicopedagógicas, pedagógicas (Vygotsky, Piaget, Wallon, Montessori, Claparède, entre outros), pratiquei com os meus dois filhos (intuitivamente há quase trinta anos e objetivamente há quinze anos). Vejo que é um benefício enorme para a criança, é prevenção para diversos males. Não é nada precoce, uma vez que ela tem toda a potencialidade para aproveitar ao máximo a oportunidade dada a partir do momento em que iniciamos os estímulos dese recém-nascida. Não há contraindicação. Mas, para entender que é até necessário e prazeroso para o bebê, escrevi o livro Aletramento Materno. Muitos afirmam ser ele bastante esclarecedor. Busquei levar ao público o que considerei poder complementar o que Glenn Doman vem afirmando e realizando desde 1960. Espero ter contribuído para facilitar o entendimento sobre a necessidade do bebê e vejo que é necessário eu escrever um novo livro para aprofundar o meu envolvimento com o tema. No livro busquei mais aprofundar o lado científico e venho observando que especialistas que eram contrários estão reavaliando suas opiniões e alguns até concordando com as minhas afirmações. Em entrevistas, já não se posicionam com veemência e alguns até estão reconsiderando sua opinião ou desconhecimento, mas, dispostos a saber. Considero o Aletramento Materno um projeto de vida, nele está embutido o que vejo como um Direito da Criança, infelizmente, negligenciado por falta de informação, formação e divulgação. No site procuro dar uma noção sobre a importância, no livro aprofundo o tema, na palestra completo o conhecimento sobre a prática e no dia a dia, não canso de avisar para quem encontro que isso é tão importante quanto o aleitamento materno. Faz bem para a criança em vários sentidos (prático, emocional, sensacional, prazeroso, libertador).

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