A Galinha Pintadinha e o sentimento de ser uma péssima mãe

A Galinha Pintadinha fez eu me sentir uma péssima mãe. Não, pera! O uso que faço da Galinha Pintadinha é o responsável por este sentimento. Simplesmente porque resolvi buscar, após sete meses de GP em loop aqui em casa, informações sobre o uso desses vídeos infantis para bebês muito novinhos.

Sendo bem franca, joguei no Google: bebês podem assistir à Galinha Pintadinha. Depois de aparecer no resultado da busca alguns vários vídeos de bebês assistido à dita cuja, surgiram alguns textos sobre o tema “televisão para bebês”. Há um consenso: TV para bebês não é bom. É péssimo!

Oh Gosh! Me lembrei da primeira vez que expus minha pequena à tela do computador que transcorria um vídeo da Galinha Pintadinha. Ela tinha apenas um mês. Beatriz chorava como se o mundo fosse acabar e eu precisava que ela se acalmasse para banha-la. Eis que me surgiu a ideia. Joguei no Youtube “Galinha Pintadinha” e cliquei no primeiro vídeo que apareceu. Pronto! Num instante Beatriz cessou o berreiro e concentrou-se no pó pó pó.

Esta foto está no meu Instagram, @jemacedo. Beatriz assistindo à Galinha Pintadinha há umas 10 semanas.

Esta foto está no meu Instagram, @jemacedo. Beatriz assistindo à Galinha Pintadinha há umas 10 semanas.

Como a primeira experiência funcionou como um passe de mágica, adotei a Galinha Pintadinha para nossas vidas. É na televisão, no computador, no ipad, no iphone. Em qualquer ocasião, em casa, na rua, no carro, na casa dos avós, no restaurante. Não me limitei a apenas um vídeo, são os três DVDs com todas as suas músicas e animações há sete meses nesta casa. Já sei todas as músicas e até os passinhos que as galinhas fazem no início de cada DVD.

E agora? Será que o estrago é grande? Nunca conversei sobre isso com o pediatra, porque, de verdade, nunca refleti sobre o assunto. Beatriz tem o desenvolvimento normal e até um pouco mais acelerado do que a médica. Não sei se é resultado da exposição à televisão, que confesso, foi grande até aqui.

Ultimamente ela não tem se interessado por Galinha Pintadinha nem outro que o valha. De certo enjoou ou está em outro nível de desenvolvimento, mais social. Enfim. Agora ela prefere seus brinquedos, a companhia de seus cuidadores, a distração dos três felinos que tenho em casa.

Ah! aqui, um trecho de um dos textos que eu li, para contextualizar meu desabafo.

Contrariamente a todos os conselhos médicos, os pais tem achado bonito ver seus filhos de poucos meses hipnotizados pela galinha. Diga-se que a moda é a Pintadinha, mas poderia ser qualquer coisa alçada a entretenimento infantil.

Já vi mãe se vangloriando de seu bebê de 3 meses amar os dvd’s da moda, mas, no entanto, qualquer pessoa com QI acima de 1 percebe que quem ama a hipnose provocada na criança são os próprios pais. Afinal, né, como não amar alguma coisa que nos livre um pouquinho da trabalheira que é criar uma criança? E os bebês vão sendo  bombardeados pelas telas desde a mais tenra idade. (Febre da Galinha Pintadinha e a falta de bom senso. Blog em Geral. 2012)

 

Afinal de contas, faz mal ou não expor o bebê à televisão? Em pouca quantidade, parece não haver problema. O mal, para variar, está no excesso. É o que dizem. O que você acha?