Separação e independência do bebê de sete meses

Antes dos sete meses, bebês se resolvem com qualquer pessoa desde que ela satisfaça suas necessidades básicas: amor, atenção e, claro, comida. A partir dos sete meses o bebê passa a ter consciência de que é um ser único, o que resulta em muita ansiedade em momentos de separação da mãe.

Este marco do desenvolvimento casou exatamente com minhas férias no trabalho e, olha, não tem sido fácil. Beatriz completou sete meses esta semana, dia 6, desde então passou – parece que é tudo cronometrado – a fazer manha a qualquer distanciamento meu.

Ela, que sempre dormiu à noite toda, agora acorda na madrugada para ficar no peito. Mesmo sem mamar ou chupetar, apenas abocanha e dorme. Se eu me viro, ela dá gritos estridentes. Durante o dia a mesma coisa. Qualquer segundo sozinha, ou seja, sem contato físico como segurar a mão, por exemplo, é motivo de birra.

Quando chegamos ao meio da tarde, eu já estou irritada e extremamente cansada. Ela quer ficar o tempo todo no colo, no peito. A única coisa que me dá um descanso é quando a colocamos no carrinho e descemos com ela. Ela fica entretida com as outras coisas, mas sempre olha para trás para saber se estou lá.

A primeira vez que li sobre isso foi no manual livro da Tracy, A Encantadora de Bebês, e nem dei muita atenção ao tema. Mas, posso dizer, faz muito sentido. Ela explica como devemos agir nestas situações. Não funciona, por exemplo, sair de fininho para que o bebê não perceba. Ele vai sentir sua falta e vai fazer birra.

O ideal é, desde já, acostuma-lo a despedidas. Vá até ele e diga que irá sair, que ele ficará bem e você retornará em breve. Não será fácil, ele irá chorar de toda forma e este período de transição pode durar até completar o primeiro ano de vida dele, quando tomará consciência plena de ser um ser e a mãe outro.

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