Ensinar o respeito às diferenças respeitando

Uma sociedade mais humana, mais igual, é o desejo de todo(a) pai/mãe para seus filhos. Pelo menos, deveria ser. Assim, criaríamos pessoas mais conscientes das suas responsabilidades diante do todo. O complicado é fazer isso se nós não formos o exemplo a ser seguido.

nuh-educacao-logo1Dia desses, o grupo de mães da minha cidade de certa rede social estava em clima de guerra. Uma mãe havia criticado um programa de televisão, veiculado às 23h30, por ilustrar a cerimônia de um casamento gay. “Acho absurdo meu filho de 2 anos ver isso e me perguntar se homens podem se beijar”, disse ela convencida de que o mal estava na televisão. De imediato abriu-se o debate. Horrendo, diga-se de passagem. Preconceitos aflorados sem o menor filtro, troca de ofensas e tudo o que uma discussão acalorada e sem moderação pode oferecer.

Longe de querer fazer um julgamento de valor, do que é o certo ou errado, acredito no respeito antes de mais nada. É esse respeito que devemos ensinar, demonstrar e transparecer aos nossos filhos. Respeitar a sexualidade do outro sem julgar é uma boa oportunidade de construirmos um mundo melhor inclusive para os nossos filhos.

Ser pai, mãe, educador, o espelho de alguém é uma missão muito importante. Torna-se indispensável a reflexão diária das nossas atitudes. Questionar a expressão da realidade, pois a homossexualidade é fato, ao invés de entendê-la e se preparar para falar sobre isso com seu filho é, no mínimo, um equívoco. Temos que ensinar o respeito mútuo, a aceitação das diferenças e não motivar a marginalização delas. Se há alguém errado nesta história é a mãe, por deixar seu filho de apenas dois anos assistir a programas de TV em horário e para público inadequados.

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