Mudança com bebê em casa

Fazer mudança quando temos um bebê em casa é ainda mais difícil. Se você puder fazer antes, e em definitivo, do bebê nascer, melhor. Acontece que só percebemos como nossa casinha era pequena depois que Beatriz nasceu. Dois quartos não eram suficientes, porque os carrinhos, cadeirinhas, brinquedos das mais variadas formas e tamanhos acabavam ficando esparramados pela sala. Fora isso, temos três gatos, que também têm os seus pertences.

Pensamos, pensamos… procuramos algo maior e, por fim, decidimos mudar. Não é uma decisão muito fácil, quando você coloca os números na planilha e leva em consideração um bebê que precisa muito da sua atenção. Nestas condições, optamos pagar mais por um pouco de comodidade. Contratamos uma empresa especializada em mudanças, que empacota, desmonta, carrega, monta…

Mesmo assim, ainda é uma loucura. No fatídico dia da mudança, todos estavam enlouquecidos. Papai e mamãe cuidando das papeladas, a babá tendo que se virar em mil para dar atenção à Bia e ao pessoal da empresa de mudança que chegava. Eis que, na loucura, enquanto dona Pedra pegava o telefone para me ligar, Beatriz caiu. Desespero define.

– Graças a Deus você chegou, Jéssica! Disse Dona Pedra, quando eu entrei em casa, com o ar mais assombrado que já a vi expressar. A babá estava pálida e desesperada. Beatriz não estava mais chorando, mas estava com um olhar triste e foi logo pulando para o meu colo.

“Eu me virei para ligar para você, pois o pessoal da mudança chegou e eu não sabia o que dizer pra eles. Quando peguei no telefone, só ouvi o barulho. Ela tava aqui, ó, no carrinho dela. Virou com tudo. Machucou a boca, sangrou, sangrou, sangrou. Ai meu Deus!!!” Ela foi relatando e eu tentando acalma-la.

Beatriz estava naquele carrinho de empurrar, o Super Flower da Calesita, e como nele ela só quer ficar em pé, viu algo no chão e resolver “tentar pegar”. Claro que tinha tudo para dar errado. Ela se agarrou a algo, ainda não sei se ao portal ou à uma mesinha próxima à porta, o que a fez tombar com carrinho e tudo. Ela deve ter batido a boca no próprio carrinho, e teve o lábio superior cortado. Daí todo o sangue que Dona Pedra destacou no seu relato.

Bom, o corte foi pequeno, Beatriz já estava mais tranquila e eu já mais safa, pois não era a primeira queda dela. Demos seguimento à mudança. Em um dia o pessoal da empresa de mudança empacotou tudo e desmontou a maioria dos armários. Como no novo prédio tinha limite para mudança até às 17h, eles subiram com tudo o que fosse possível ainda no mesmo dia, para no dia seguinte montar os armários.

O novo apartamento estava bem sujo, e tinha o agravante: não tínhamos água porque a Caesb (Companhia de Águas e Esgoto de Brasília) estava em reunião com o sindicato e não mandou ninguém para religar a água. Mandamos Bia para a casa dos avós, onde ela teria todo o suporte necessário. Enquanto nós, reles mortais, tentávamos adiantar alguma coisa. Nessas horas percebemos como água nos faz falta.

Hoje, uma semana após a mudança, já estamos com quase tudo no lugar. As coisas de cozinha todas no lugar, a sala com todos os seus aparatos desde o home theater a mesa de jantar, o quarto da Beatriz e o do casal mais ou menos esquematizados. Falta agora só ajeitar o escritório/quarto de visitas e desempacotar algumas caixas.

Mesmo em meio a plantões de final de semana e mudanças, a mamãe aqui brinca no chão com a filhota

Beatriz brincando no chão

São brinquedos de todos os tipos, espalhados por toda a parte. Agora é só arrumar, porque espaço tem.

A mudança nos fez bem. A nova sala é grande, então Beatriz pode ficar com seus brinquedos esparramados no tatame numa boa. Ninguém irá tropeçar nela. Os carrinhos também não atrapalham a passagem de ninguém e os gatos ganharam uma varanda espaçosa e várias janelas para eles passarem o dia. Dona Pedra foi a que mais comemorou, ela sempre reclamava do aperto para passar as roupas da casa.

danie-e-fefe

Dani e Fefê

Nem gatos, nem Beatriz demonstraram qualquer estranheza em relação ao novo lar. Eu é que, saudosista como sou, fiquei pensativa uns dias. Já tinha me apegado ao condomínio antigo, a algumas amizades que fiz lá, principalmente Maria Fernanda, que tem praticamente a mesma idade da Bia, e sua mãe, Dani. Mas a gente supera, até porquê, nem fomos pra longe 😉

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