#Resenha | O Livro da Maternagem

O Livro da Maternagem | Foto: Blog Li com Pipoca

O Livro da Maternagem | Foto: Blog Li com Pipoca

O Livro da Maternagem surgiu na minha vida como um presente. O Fernando Melo, que trabalhou na produção do livro, me chamou no Twitter perguntando se eu conhecia e se tinha interesse no Livro da Maternagem. Até aquele instante, não conhecia nem o termo. Ele enviou o livro pra minha casa e desde então devoro um pedacinho dele a cada dia.

Maternagem é diferente de maternidade, mas uma boa maternidade é rica em Maternagem. Em resumo, foi isso que aprendi com este livro fantástico feito a partir de redes sociais e organizado pela pediatra Dra. Relva. Deveria ser leitura obrigatória para todos que lidam com bebês e crianças diariamente, seja mãe, pai, tio, tia, avó, avô, babá, professora…

São pequenos textos que passam informações dos cuidados físicos, mas também emocionais que devemos ter com nossas crianças. Todo o livro é muito proveitoso, mas há textos que me chamaram muito a atenção, por exemplo o sobre cama compartilhada. Foi a primeira vez que vi falar bem sobre deixar o filho dormir na cama com os pais, na nossa sociedade ocidental.

conversa séria com um bebê

Trecho da crônica “Conversa Séria com um bebê”, do Livro da Maternagem. | Foto: Blog Me Sinto Grávida

Tem um outro que também é muito marcante, “Conversa séria com um bebê”, que mostra como exigir da criança maturidade além da conta pode ser prejudicial. Esse me fez chorar.

Ele começou a achar que nascer tinha sido um mau negócio. Muita obrigação e pouca compensação. Não sabe o que é mamar: a comidinha lhe vê, num vidro com bico de borracha. Ele absorve e dorme, assim escapa dos maus pensamentos. A cada 3 horas, lá vem a mamadeira, ele suga e dorme. Ele ansiava por chegar a sua casa, lá certamente as coisas seriam bem melhores. Engano seu! Ficava no berço, pois sua vovó decretara que bebê não pode ficar mal acostumado no colo. Ele não alcançou bem o que isso queria dizer, mas sacou que estava destinado a passar o dia no berço. Coisa que se repetiria na escolinha e no maternal. (Dra Relva, p. 454)

É uma crônica muito forte sobre a saga da existência de um bebê prematuro, que tem o desfralde antecipado, pouco carinho e muita cobrança. O resultado, uma criança solitária, insegura e um adulto que necessita de remédios para dormir. É chocante!

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