O que eu espero do natal

O natal sempre foi pra mim uma data sinônimo de família. Quando eu ainda era criança, a ceia acontecia na casa da vó Augusta, mãe da minha mãe, e reunia toda a família, que não é nada pequena. Era um grande dia. Tias, tios, a primaiada toda, todos juntos – mesmo que nem sempre em total clima de paz. Coisas de família grande. Depois que vovó morreu, as reuniões de família tornaram-se cada vez mais raras e com menos membros.

Normal. A matriarca era o elo entre cada um de nós. Passamos a fazer ceias menores na casa de mamãe e papai. Apenas a gente: pais e filhos. Vez ou outra algum amigo muito querido, deslocado em Brasília, também se juntava a nós. Ainda que em tamanho menor, era momento de puro amor. A ceia de natal era esperada, pensada, preparada. Nada demais. A festa era o preparo da ceia. Fazíamos a nossa prece, jantávamos e íamos dormir.

Foi assim por muitos anos. Até o ano passado, quando meu irmão David faleceu após lutar contra o câncer. Ficou um vazio, um vão, uma falta de sentido pra celebrar. Mas, uma benção foi ter tido Beatriz, que nasceu dois meses depois, alegrando nossas vidas e dando um novo ânimo. Ainda assim, o natal não é mais o mesmo e nem será…

olivrodosespiritosO jeito é reinventar! Mudar as expectativas, os anseios e pensar sempre que, de tudo isso, o mais importante está e sempre estará conosco: o amor, a energia e as boas lembranças. Por isso, para este natal eu espero paz, o abraço apertado dos meus familiares, a alegria dos meus filhos (ok, um ainda está embrulhado para presente) e o carinho daqueles mais queridos. Espero ainda que Deus nos abençoe a todos, conforte aqueles que não tem mais a família tão completa como antes e dê a todos uma gota de esperança por dias melhores. A esperança nos move!

Então, que a esperança venha de Deus e a atitude de nós mesmos.

Feliz natal a todos que acompanham o #MeSintoGrávida.

Beijos

Jéssica Macêdo

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