Desmame da Beatriz

A ideia desse post é compartilhar com vocês a experiência de desmame da minha primeira filha, Beatriz, aos 14 meses (ou um ano e dois meses). Longe de mim querer ensinar vocês como fazer ou incentivar que o desmame seja realizado antes dos dois anos. Pelo contrário!

Sempre pensei que amamentaria Beatriz pelo menos até os dois anos, que é o recomendado pelo Ministério da Saúde. Mas surgiu minha segunda gestação e comecei a estudar o tema. Acabei não seguindo nenhuma das técnicas que li – umas muito cruéis inclusive.

Meu obstetra me tranquilizou e disse que não haveria problema manter a amamentação de Beatriz durante a gestação de Arthur. E assim segui, mas pensando sempre que o ideal (para mim) seria interrompê-la antes de Arthur nascer, pois não me sinto (e isso é coisa minha) apta a amamentar duas crianças ao mesmo tempo (o que é humanamente possível e normal).

Como aconteceu de fato:

Beatriz, que há três meses mamava apenas para dormir, certa noite, dormiu sem mamar. Só me abraçou, pegou a chupeta e dormiu. O que foi um alívio para os meus peitos, pois, com os dentes nascendo,antes de mamar ela mordia muito. Isso se repetiu por três dias e pensei “acho que ela perdeu o interesse!”. Mas ela adoeceu e voltou a procurar o peito, tanto durante o dia como durante à noite. Não a impedi de mamar, até porque eu ainda não havia decidido pelo desmame.

Depois que ela sarou da gripe, voltou a dormir sem mamar e assim vem sendo. Ela puxa minha blusa, olha e diz “mamá!” coloca a mãozinha e dorme – sem tentar abocanhar ou algo parecido. Nós duas chegamos ao desmame juntas. Ou seja, não foi aquele chororô, que algumas amigas me relataram. Tanto ela, quanto eu, estávamos prontas para isso acontecer. Não precisei forçá-la. Já são cinco semanas consecutivas sem mamar no peito. Não garanto que ela não terá interesse novamente ou sentirá ciúmes do irmão quando eu o estiver amamentando, mas estou tranquila quanto a isso.

Contexto

Preciso destacar que minha relação com a amentação sempre foi aberta. Amamentei Bia sob livre demanda durante todo o tempo da minha licença-maternidade, mantive o aleitamento materno mesmo após retornar ao trabalho e não estabeleci um prazo para amamentação como já vi outras pessoas fazerem “se nascer dente, eu tiro do peito. Se me morder eu tiro o peito. Quando completar 6 meses eu tiro o peito. Quando começar a comer, eu tiro o peito”. Sempre entendi que o mínimo são dois anos.

Outro ponto é que Beatriz é super adepta da mastigação, da alimentação e não tem problemas para comer. Aprendeu a comer logo e manteve bem a alimentação e a amamentação, sem desprezar um ou outro. Sou sortuda, sei lá ou, mesmo que de forma inconsciente (apesar de ler muito sobre todo o universo da maternidade), fiz as coisas certas.

O desmame ideal:

Como disse, não vim ensinar ninguém a fazer o desmame, mas aproveito para trazer algumas informações referenciadas pelo Ministério da Saúde. Digitei algumas páginas de um caderno da atenção básica que fala justamente sobre o desmame e acho muito válido dar uma lida antes de iniciar o processo (é só clicar no texto abaixo)
desmame-minsaude