Trocando o GO fofinho pelo GO humanizado

O empoderamento da mulher tem feito bastante sentido para mim nesta gestação. E ele se dá, sim, por meio do conhecimento. Se na gestação da Beatriz eu era ingênua demais, desta vez me sinto forte e confiante das minhas capacidades. Juro que, por pouco, eu não passaria à margem da gestação do Arthur também. Quando falo à margem, não quer dizer que não buscava me cuidar ou me informar na primeira gravidez, a diferença é que agora eu sei muito mais.

Meu primeiro ginecologista obstetra (GO) fofinho, que fez o pré-natal da Beatriz e me convenceu de que “ela passou da hora de nascer. Vamos fazer cesárea”, também estava acompanhando o pré-natal do Arthur. Eu já havia perguntado para ele sobre a possibilidade de fazermos o parto natural dessa vez e ele foi taxativo: “não, pois ainda não se passaram dois anos desde a cesárea”. Triste, aceitei e segui até aqui, reta final da gestação.

E olha que eu tentei, contei aqui no blog quando falei sobre “intervalo ideal entre as gestações“.

Mas olha como as coisas são incríveis! A amiga Cintia Nunes compartilhou lá na fan page do blog um relato que acelerou meu coração, me motivando a buscar mais e mais informações sobre o VBAC (parto normal após cesárea) após cesárea recente. É o relato da Dr. Flávia Maciel, do blog Gravidinhas e Mãezinhas, que, em resumo, fez o um parto normal após 1 ano e 7 meses da cesárea.

O relato dela me motivou não só pelo período entre a cesárea e o parto normal ser semelhante ao meu caso, mas principalmente por ela ser GO, que antes era adepta da cesárea e agora defensora pela humanização do nascimento. Isso me deixou frenética! Voltei para o Facebook – do qual eu havia saído há dois meses para focar nos estudos – para buscar ajuda de outras mães e profissionais. Falei com mães, doulas, parteiras… Li trilhões de relatos sobre parto normal, humanizado, domiciliar. Chorei litros com a emoção alheia e a possibilidade de vivenciar aquilo também.

Após falar com a doula Adèle Valarine, com a amiga Tatiana Alarcon e ler vários relatos na internet, cheguei ao dr. Petrus, GO Humanizado. Apesar de não estar preparada financeiramente, me joguei nesta aventura. Porque, infelizmente, coisa rara neste país é encontrar quem faça parto humanizado por convênio. A minha primeira consulta com ele foi linda. Tive vontade de abraçá-lo.

Por mais de uma hora conversamos. Ele conheceu todo o histórico da minha gestação anterior, da minha gestação atual. Me provou por A + B que é possível o parto normal após cesárea a menos de dois anos. Explicou o que é arriscado, o que é melhor, o mais saudável. Respondeu às minhas dúvidas, me orientou e fez daquele o dia mais feliz dos últimos tempos.

Estou certa que irei conseguir! Tive apoio de diversas pessoas, inclusive da Luíza Diener, do blog Potencial Gestante, que prontamente respondeu a um e-mail meu com dúvidas sobre seu parto domiciliar. Tudo isso me empoderou em decidir pelo GO humanizado. E para fechar com chave de ouro minha decisão, na mesma semana da consulta com o dr. Petrus, me consultei com o GO Fofinho e, caramba! como é diferente. Depois detalho para vocês a diferença entre o GO Fofifinho e o GO Humanizado.

7 comments

    • Jéssica Macêdo says:

      Ana, este GO humanizado é particular. Em Brasília não conheço nenhum que faça parto humanizado por convênio. O que você pode fazer é pagar o particular e depois pedir reembolso ao menos de parte do convênio. Isso varia de convênio para convênio. O meu é bradesco.

      • Tatiana Ferreira says:

        Olá Jéssica, estou achando seu blog lindo e está me trazendo informações importantes. Você conseguiu algum reembolso do que passou? Meu plano também é Bradesco.

        • Jéssica Macêdo says:

          Oi, Tatiana!
          Obrigada pelo retorno, espero mesmo ajudá-la. Então, eu sei que tenho direito, mas ainda não corri atrás. Bem lembrado. Farei isso amanhã mesmo ahahaha. Beijos

  1. cassia says:

    Olá, sou de Brasília também. Com quantas semanas vc procurou o Dr. Petrus.
    Aguardo sua resposta obrigada.

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