Adaptação do bebê de um ano na creche

A adaptação de um bebê de 1 ano na creche, com certeza, é bem diferente dos bebês de 4 ou 6 meses, por exemplo. Diferente e mais difícil! Venho compartilhar minha experiência com a adaptação da minha filha com 1 ano e 2 meses.

No início, os bebês ainda não diferenciam quem são seus pais daqueles que lhe dão comida e carinho. A partir do sétimo mês, eles começam a enxergar essa diferença. Acontece até aquela “síndrome da separação do bebê de sete meses“, da qual já falei aqui no Blog. O bebê descobre que ele é uma criatura e a mãe outra e sente medo de separar-se dela. Daí a dificuldade de adaptação nesta fase.

Pois bem, como sabem, eu optei pela babá para ficar com Beatriz quando eu retornasse ao trabalho. Ficamos no esquema “babá” e “vovó” por um bom tempo. Porém, há dois meses ela entrou para a creche, por meio período. Em breve, serei mãe novamente e vou precisar da babá para me ajudar no início, como ela fez com Beatriz. A fim de não me distanciar da minha pequena, optamos pelo meio período na creche. Desta forma, ainda temos um bom período juntas.

As duas primeiras semanas foram difícieis, os primeiros dias então, nem se fala. Afinal, ela sempre teve toda a atenção da casa para ela. Uma cuidadora só para ela, horários só para ela e de repente ela tem que dividir a atenção de três cuidadoras com outras 10 crianças.

Beatriz já estava numa fase meio difícil, dando birras e muito enjoada por causa dos dentes nascendo. Uma fase e tanto! Ao deixá-la na creche era sempre uma novela, e, como era adaptação, se ela não parasse de chorar, as cuidadoras ligavam para buscarmos. Com o passar dos dias, isso foi amenizando. E com duas semanas Beatriz já era outra.

Agora, quando a deixamos na creche, ela sequer olha para trás. Abre um sorrisão e pula no colo da tia. Na hora de ir para casa, só a encontramos tensa quando todas as outras crianças já foram e só ficou ela. Mas isso também é raro.

No caminho para casa ela fala, fala, entendemos uma palavra ou outra, parece que contando como foi o dia dela. É muito fofo! Sem contar que a rotina dela fica mais afinada e ela se estressa menos por causa do sono ou de fome. Foi uma fase difícil para todos, mas tiramos de letra e acreditamos que foi muito bom para Beatriz. Ela convive mais com outras crianças, saindo daquele universo só de adultos em que estava inserida.

Concluindo:

  • É possível o bebê entrar mais tarde na creche, sem prejuízo para sua adaptação. Leva um pouco mais de tempo, mas facilmente superado;
  • Sim, é verdade que a cada semana é uma virose diferente. Mas só até pegar imunidade, depois se torna mais raro;
  • A criança desenvolve mais o seu lado social, convivendo com outras crianças e outros adultos;
  • Aprende a dividir, mas também aprende a não dividir. Ela reproduz os comportamentos do meio em que está inserida;
  • Tenha paciência e se estiver em dúvida em como escolher a creche, leia “Com quem deixar o bebê? Creche ou babá?“.

2 comments

  1. Lydia says:

    Jéssica do céu! Não sei se terei essa coragem. Meu filho fica com a minha mãe! Optei em pagar pra ela em vez de pagar pra babá ou creche. Pois acredito que melhor que ele não haveria, mas com a chegada do segundo, ela acha que não conseguirá cuidar de dois. Então estou num dilema: ou paro de trabalhar e vou cuidar dos dois, ou colo o mais velho na creche e o que nascer com a minha mãe! Mas realmente meu coração dói.

    Ainda não sei o que fazer!

    • Jéssica Macêdo says:

      Olha, essa decisão realmente não é fácil, Lydia. Em alguns grupos de mãe é motivo de discussões calorosas. De toda forma, é uma escolha muito pessoal. Depende muito dos recursos dos quais você dispõe, do seu interesse pessoal e profissional.

      No meu caso, contei muito com a ajuda da minha mãe. Mas quando decidi pela babá, fui muito sortuda. Quando a contratei, uma senhora, foi para me ajudar em casa, cuidar da casa, para que eu pudesse cuidar exclusivamente da Beatriz durante a licença. Só que ela ganhou minha confiança, trata a Beatriz como neta e preferi continuar com ela como babá quando voltei ao trabalho. E deu certo! Ter essa confiança é fundamental e não teria como ser minha mãe o tempo inteiro, porque ela trabalha fora.

      Pensa bem, analisa as possibilidades, as escolinhas, você fará uma escolha acertada. Tenho certeza.

      Beijo grande

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