A irmã e o novo bebê da casa

Um dos motivos que mais levam pessoas, principalmente desconhecidas, a me chamarem de corajosa é a diferença de idade entre Beatriz e Artur: 1 ano, 5 meses e 25 dias. “Você é corajosa. Dois bebês hein…” eu escuto desde a gravidez.

É chato ouvir isso? É demais! A gente já imagina como será a jornada de forma meio pessimista e ainda chega gente, que nada tem com sua vida, pra colocar lenha na fogueira. Ainda bem que encontrei quem me fizesse ver o lado bom disso também.

A realidade é que não dá para prever como será exatamente sua rotina com a chegada de um novo bebê. Cada criança é de um jeito e pode reagir de mil formas diante as mudanças da família.

Juro que eu esperava o pior e não sei dizer se ele ainda pode acontecer, mas Bia reagiu bem à chegada do irmão, o que é muito bom, pois não exigiu muito de mim. A rotina não ficou tão pesada.

Nos primeiros dias, quem de fato ficou afetada fui eu. Talvez pela queda brusca de hormônios ou sei lá, eu fiquei muito triste e enciumada. É, enciumada. Eu fiquei com ciúmes da Beatriz, por todos os cuidados referentes a ela serem feitos por outras pessoas e não por mim. Bateu um certo medo de que ela se esquecesse da figura materna aqui.

Até que um dia ela se sentou ao meu lado, enquanto eu amamentava Artur, fez carinho nele e em mim e adormeceu com a cabeça aconchegada no meu braço. Foi como uma resposta: mamãe, eu entendo seu papel agora e não vou deixar de te amar por isso.

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Tentativa número 50 mil de tirar uma foto com Bia

Entretanto, nos últimos dias ela está mais pirracenta e desobediente e este é o único fator que tem pesado na estrutura familiar. Não é acordar de madrugada para amamentar, não é ter que desdobrar em três para fazer o café da manhã da Bia, amamentar Artur e fazer xixi logo cedo. O  difícil é manter a paciência (e eu estou de parabéns) com as nuances do humor da Beatriz.

Não sei dizer se é uma forma de chamar a atenção, se tem alguma coisa a ver com fase, se é dentição ou gripe. O fato é que ela aprendeu a pirraçar, a gritar se contrariada e a brigar com o mundo quando está com sono para NÃO dormir. Ela que sempre comeu muito bem, tem dia que ela escolhe simplesmente não comer.

No mais, ela age muito bem. Demonstra sempre uma preocupação com Artur. Se ele chora, se ele não está perto, se ela não o vê a motiva buscá-lo, chamar por ele “Atú, atú, chuchu”. Quando próxima, ela o acarinha, beija e abraça. Ciúmes ela só demonstrou ter da minha mãe. A vovó não pode pegar Artur no colo que Beatriz dá escândalo. É, escândalo.

Sobre a minha barriga, nos primeiros dias ela parecia ter assimilado bem que o Artur do meu colo é o mesmo que nós apontávamos na barriga. Mas agora, vira e mexe ela aponta para a minha barriga e diz “Atú”, geralmente quando ele não está no campo de visão dela.

Sobre a amamentação, acho que ela se portou bem pra quem desmamou há apenas 4 meses. Ela tentou abocanhar meu peito depois do nascimento do Artur apenas uma vez, durante um banho que tomávamos juntas. Ela disse “mamar” e veio se aproximando e no mesmo instante se distraiu com outra coisa. Ela aponta para os meus seios e diz “mamar Atu”.

Ou seja, no geral estamos indo bem. Quando tenho oportunidade, brinco com ela, dou a comida, o banho, troco a fralda, para que ela entenda que não houve perda de espaço, apenas da exclusividade.

2 comments

  1. Dani Urbano says:

    Je eu não sei se tem haver, mas o Carlos Daniel ta se comportando igual a Bia ( eles são 1 mês de diferença) isso aconteceu depois que a Maria Vitoria que tem 10 anos veio morar comigo.
    Ele morde, puxa cabelo, fica batendo a cabeça dele na parede, só pra chamar atenção.

    • Jéssica Macêdo says:

      Dani, então deve ser mesmo para chamar a atenção. Talvez tenhamos que rever se estamos dando a atenção devida. Há uma história também dos “terríveis two”, que as crianças demandam mais da gente mesmo, mas acho que nossos babys ainda estão longe dessa fase – ou não, já que para alguns chega mais cedo. Enfim. Tomara que passe logo hahaha

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