O ser mãe

Quando me tornei mãe, não sabia muito a respeito. Imaginava o trabalho que teria para todo o sempre e ponderava a gratidão pela vida se eu pudesse ser um pouquinho que fosse da mãe que eu tenho.

Fui aprendendo! Ora muitas flores, ora muitos choros. Descobri como buscar a paciência e a resignação dentro de mim. Descoberta ainda, não aprendi a ser assim. Às vezes eu falho e dou dois passos para trás no jogo da vida.

É que, por vezes, o ser mãe sente falta do ser mulher. De estar no controle e não à mercê do humor, da saúde e da alegria de outrem. Mas também é só um sentimento passageiro. Pois, depois de ser mãe a vida perde o sentido se assim não fosse.

Com o tempo, passamos a enxergar os filhos não mais como um pedacinho da gente, e sim como aquela quinta essência que nos completa e acrescenta. É algo magnífico da maternidade.

O mais incrível é o quanto nos tornamos sensíveis ao mundo, nos colocando no lugar do outro e imaginando “e se fosse meu filho ali”. É uma sensibilidade empática e sem fragilidades. Não queira ver a fera que se torna uma mãe ao perceber qualquer ameaça do mundo contra os seus filhos.

Este é o meu primeiro dia das mães como mãe de dois. Tudo aquilo que aprendi da primeira vez está sendo ratificado, testado e aprimorado. São novas descobertas, aprendizados e incertezas, só a essência é a mesma: amar alguém a ponto de a ele se dedicar uma vida inteira e ofertar sua vida pela dele. Isso é ser mãe.

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Minhas crias, minha vida

Texto: Jessica Macedo

Parabéns a todas as mamães, futuras mamães e tentantes. A gente merece mesmo um dia pra sermos super despejadas de mimos e bons sentimentos. Um beijo mega especial pra minha mãe. Sem ela seria difícil exercer e enxergar a beleza desse papel.

3 comments

    • Jéssica Macêdo says:

      Obrigada, Catiane! Sou mãe coruja e adoro elogios aos meus filhotes ahahhaha <3

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