Relato de férias em trio – Natal (RN)

Prometi um post sobre as férias e há quase um mês ele está rascunhado aqui esperando para ser publicado. Sorry! “A vida é loka e nela estou de passagem” (Racionais).

Quando optei por tirar férias com as crianças, eu sabia que não seria fácil, mas gostaria muito de proporcionar momentos de lazer a elas de forma que eu participasse ativamente. Então, compradas as passagens, a saga começou quando fui comprar os trajes de banho.

“Bia, vamos ali com a mamãe comprar um biquíni pra irmos à praia?”. Falei isso uma vez apenas e não tive mais sossego desde então.

“Mamãe, cadê a praia? Mamãe, vamos pra praia. A praia da Bia, né?”, dia e noite, noite e dia sem parar. Com dois anos e três meses não sei como ela sabia o que era praia, nunca havia pisado em uma.

Passada a saga do avião…

Teve a saga do trajeto de carro, cerca de 30km, fichinha pra qualquer brasiliense. Mas aquele dia era especial e pela primeira vez em toda a sua vida Bia vomitou no carro. Já estávamos chegando, já vislumbrando a paisagem próxima à praia de Jacumã quando ela jorrou em cima de mim e de Artur. Porque família que viaja unida permanece unida, até no vômito. Todos tinham que compartilhar. Inclusive os familiares que eu abraçaria quando chegássemos ao destino.

O auge da viagem, sem dúvidas, foi quando saindo da rua da casa onde estávamos hospedados, nos deparamos com a imensidão do mar rodeado de areia. A alegria da Bia foi tamanha, que compensou todos os perrengues que eu já havia passado até ali e passaria mais adiante.

bia-na-praia-com-primos

“A praia, mamãe!!! A praiaaaa!” – ela pulava e gritava segurando a mão do primo João Lucas e da prima Gabi.

Ela foi com tudo, sem medo entrou na água auxiliada pelos primos. Brincou e riu até. A água morna e calma não foram suficientes para diminuir a euforia. Já era tarde, o sol já estava quase todo escondido no horizonte e ela lá, feliz da vida.

Se deixasse, nem perceberiam que estava escurecendo.

Se deixasse, nem perceberiam que estava escurecendo.

Artur sentou na areia, curtiu a movimentação e então resolvi entrar com ele na água também. Ele adorou! Como não gostar de uma água daquelas, né?

O grande problema é que os dois já foram pra lá meio gripadinhos. Artur tinha até tido febre no dia anterior à viagem, quando o levei ao pronto socorro com receio de tudo ir por água abaixo, mas a médica disse que estava tudo tranquilo.

Então começaram  os enjoos de criança adoecida. Artur não largava do peito e Bia só queria brincar sem parar, quando contrariada chorava como se o mundo estivesse acabando. Ô Deus, foram dias difíceis. Por conta disso retornamos ao pronto socorro, dois dias antes de voltarmos para Brasília. Artur estava com bronquiolite e por pouco não ficou internado lá. Foi medicado e muito nebulizado – no fim deu tudo certo.

Por que férias sem parar no pronto socorro não é férias, né? Não, pera!

Porque férias sem parar no pronto socorro não é férias, né? Não, pera!

Mesmo assim, as crianças aproveitaram muito. Mesmo não tendo outras crianças da mesma idade, elas se sentiram bem à vontade. Os primos (com toda a energia que é própria a menores de 18 anos) fizeram a festa deles. O pequeno se esbaldou na areia e ficou um charme de cangaceiro.

Beatriz, que andava com medo de cachorro, voltou a brincar com os caninos. Vez ou outra dizia que estava com medo, mas por conta própria ia atrás do “au au”.

Artur, só engatinhava de ré, acabou aprendendo a engatinhar pra frente. Aliás, parece que ele se desenvolveu mais do que o normal durante a viagem. Agora bate palma gemendo algo que se assemelha a “é big, é big, é hora, é hora…” e dá tchau quando ouve a palavra tchau. Trem lindo da mãe!

Essa temporada de 15 dias em Natal – RN também serviu pra descobrir o espírito de aventureira da minha menina. Ela simplesmente não tinha medo de nada. Me viu fazendo stand up paddle e queria fazer também. Colocamos o colete e eu a empurrei pela margem da lagoa e ela pedia “cadê a colér, mamãe?” se referindo ao remo. AHAHHAAHA

Quero mais, mamãe! Me dá a colér!

Quero mais, mamãe! Me dá a colér!

Depois rolou o aerobunda, uma tirolesa que termina dentro da lagoa com 5m de profundidade. E ela desceu, com um instrutor, mas desceu. Fiquei lá embaixo esperando e pude vê-la se acabando de rir. Quando chegou à água a primeira coisa que ela disse foi: “de novo, eu quéio ir”. Enquanto isso a avó lá de cima da duna se acabando de chorar.

Quando a tirolesa chegou à água, ela pediu pra ir de novo. Eu guento?!

Quando a tirolesa chegou à água, ela pediu pra ir de novo. Eu guento?!

As crianças também conheceram coisas bem diferentes do nosso dia-a-dia como lagosta, caranguejo, peru, galinhas e SAPO. É que meu tio tem um sítio próximo a Natal, fomos lá também. Pés de coco pra mais de quilomêtros \o/

Também fomos ao Maior Cajueiro do Mundo, incrível aquilo lá!!! Mas foi perrengue demais chegar lá. O calor insuportável, as crianças super irritadas chorando no carro o tempo inteiro. Olha, haja criatividade e paciência.

Tem tanta foto linda, preciso compartilhar!

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Alimentação

Bia come de tudo há tempos, mas lá estava meio sem apetite. Acho que muito por ver os primos comendo besteirinhas fora de hora, ela também queria. Já Artur ficou basicamente no peito. Eu até levei papinhas caseiras congeladas (já disse que te amo, Bianca?) que deram muito certo nos primeiros dias, depois foi basicamente peito e uma comida da casa vez ou outra.

Sono

Artur manteve o padrão de sono, exceto as noites que ele estava bem afetado pela gripe e não conseguia dormir por mais que 20 minutos seguidos. Já dona Beatriz, gente de Deus! Era uma novela mexicana toda noite pra colocá-la na cama, ela não queria parar de brincar com os primos (pelos quais ela pergunta todos os dias).

Tremenda caloreira

O calor era ferrenho e teve neném todo empolado, tomando vários banhos por dia e bebendo muito líquido do peito. Um pouco de sol e mesmo com protetor Beatriz ganhou marquinha de biquíni – ela bronzeada e eu vermelha como um pimentão, pode isso, Arnaldo?

Resultado

Nem tão cedo faço isso de novo. Levou duas semanas para que eu, finalmente, descansasse ahahahah

6 comments

    • Jéssica Macêdo says:

      Da próxima vamos comboio, quero as tias todas juntas revezando no sofrimento, quero dizer no amor sem fim.
      Também te amamos, tia Quéti!

  1. kellen says:

    Muito legal. Eu sou de Brasília mas vim para natal logo cedo esse ano fui em Brasília c minha pequena ela se encantou acostumada c.praias fomos aos parque da cidade que aqui mal tem.

    • Jéssica Macêdo says:

      Para eles tudo é novidade, né Kellen?
      Espero voltar a Natal quando as crias estiverem maiorzinhas para aproveitarem (e eu também) mais.
      =)

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