Sobre crias pequenas em shows culturais

Toda vez que confabulei levar as crias a algum evento que envolvesse concentração e platéia, descartei a possibilidade. Na minha cabeça, uma menina de pouco mais de dois anos e um garotinho de um ano não são exatamente os espectadores que alguém gostaria de estar ao lado num cinema, no teatro, enfim. Fora que deve dar um puta trabalho. Vou correr de um lado pro outro, ficar exigindo silêncio, fora os ‘não sobe aí!’, ‘deixa o coleguinha…’. O cenário estava pintado na minha cabeça e não me agradava.

Mas como a maternidade é cuspir pra cima quase o tempo inteiro, este cenário não existe mais no meu imaginário porque a realidade me provou que eu estava errada. Ontem fomos assistir Disney On Ice – Tesouros Disney, aqui em Brasília, e foi incrivelmente de boa.

Estava preparada para ir embora pouco depois do espetáculo começar, já imaginando uma possível choradeira, gritos histéricos, bagunça, pipoca jogada nas pessoas… E esta preparação consistia em “não levar nada, nem fralda, porque sei que vamos voltar logo“.

A verdade é que chegamos, sentamos no nosso lugar. Começamos comendo a pipoca que eu havia comprado ainda lá fora. Fui ao banheiro com Beatriz, enquanto minha mãe ficava com Artur. Voltamos aos nossos lugares e, em seguida, começou o espetáculo. Bia sentada no colo da minha mãe e Artur no meu. Seja o que Deus quiser!

Eu, minha mãe, Artur e Bia no show

o quarteto

Muita luz, música, rodopios. Uma espécie de musical com dança e patinação no gelo contando trechos dos grandes clássicos Disney. Bia nem piscava. Abraçou minha mãe, mas sem tirar os olhos do palco. Ela sempre fica meio assustada ao ver pessoalmente os personagens que costuma ver na TV. Artur, se aboletou como um rei no meu colo, me fez literalmente de poltrona.

Assim foi a primeira parte do espetáculo. Crianças vidradas na apresentação, e eu curtindo muito (como se fosse a criança, afinal aqueles personagens todos fizeram parte da minha infância). Quando começou o intervalo entre a primeira e a segunda parte, deixei as crias andarem um pouco pelo corredor onde estávamos. Elas já estavam bem mais ativas.

Acabado o intervalo, dei peito pro Artur e Bia voltou a ficar novamente no colo da minha mãe. Nesta segunda parte eles já estavam mais empolgados com o espetáculo. Riam, batiam palmas. Beatriz até dançou na hora da Rapunzel e Artur ficou imitando o Rafiki do Rei Leão.

Foi legal, foi! Foi intenso, foi! E eu já quero assistir de novo. Foi tão suave, que vou incluir estes espetáculos nas nossas opções de entretenimento em família (até então, sem chances de acontecer!). Quem puder, vá! É lindo mesmo o espetáculo.

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