Novo lar doce lar

Nos mudamos, para quem ainda não estava sabendo! Saímos de um confortável apartamento de três quartos num condomínio sem lazer de uma quadra com ótima pracinha para uma casa. Uma maravilhosa casa de três suítes, área de serviço, varanda e, o principal, quintal. Um espaçoso quintal.

Hora da refeição no ap

Hora da refeição no ap

Contextualizando

A princípio parece que só estou querendo contar vantagem, mas a verdade é que essa experiência vai mais além. Percebi que, por maior que o apartamento fosse (ele realmente era gigante), as crianças não estavam tendo espaço suficiente para desenvolver atividades próprias da infância. Mesmo nos dias mais quentes, ventava muito e, isso era um risco pra elas. Então raramente íamos à pracinha. No condomínio não havia área de lazer e dentro do apartamento tudo era muito limitado. Pesamos isso, o orçamento e fomos em busca de uma casa, especificamente de um quintal.

Brincando na pracinha

Brincando na pracinha

Encontramos a casa!

Na primeira visita que fizemos à casa com as crianças, Artur não queria ir embora. Nada mais justo! Ele estava começando a andar e encontrou muito espaço para treinar seus passinhos. Já Beatriz visualizou comigo balanços na varando e um escorregador na grama.

Estava decidido. Íamos nos mudar!

Então começou a saga da parte burocrática e o empacotamento da casa. Beatriz estava tão empolgada que me ajudou muito nesta segunda parte. Praticamente lançou tudo do quarto deles dentro de uma enorme caixa.

Eu havia acabado de começar no novo emprego, não poderia tirar folga. Então estávamos fazendo um pouquinho a cada dia. Empacotando uma coisa aqui, outra ali. Sem muita pressa. Até chegar o final de semana, onde foi uma loucura. Chamamos um caminhão para trazer as coisas grandes mais importantes primeiro. Como a geladeira, a máquina de lavar, o sofá, a mesa de jantar e o que mais conseguíssemos empacotar na presença dos carregadores.

Neste período (de um sábado muito louco) as crianças ficaram com meus pais. Guto e eu nos pusemos a lavar a casa, que estava muito, muito suja e ajeitar o que desse para passarmos a primeira noite aqui. Sem TV, sem internet, sem praticamente nenhum conforto.

Explicando a casa velha e a casa nova

Diferente da outra vez que nos mudamos, quando só havia Beatriz e ela não conseguia ver muita diferente, desta vez precisamos lidar melhor com a situação. Ela chegou a dizer algumas vezes que queria ir pra casa velha. Era o lugar onde ela já estava familiarizada e a casa nova, por mais legal que fosse, ainda não parecia ser a casa dela.

Conversamos muito e o convencimento se deu mesmo por mostrar todas as vantagens que teríamos no novo lugar. “Seu quarto é maior. Seu quarto tem banheiro. Olha o tamanho do quintal. Vamos colocar balanço. Vamos tomar banho de mangueira. Vamos dançar na sala. Vamos correr com os gatos no quintal”.

Não tenho muita certeza do entusiasmo dos gatos

Não tenho muita certeza do entusiasmo dos gatos

Não foi tão difícil e com uma semana ela já estava mais conformada com a mudança. Ela me ajudou com os brinquedos no quarto dela, montando as prateleiras e posicionando as coisas. Ela se integrou às atividades para preparar o novo espaço e acredito que isso tenha contribuído com o processo de aceitação.

Para Artur tudo é festa. Seja aqui ou em qualquer lugar. Inclusive, os olhinhos dele brilham sempre que abrimos a porta da sala e ele visualiza o quintal. Ele só quer explorar o mundo.

Aproveitando o novo lar

Depois de finalmente termos concluído a mudança e ainda assim com algumas caixas para desembrulhar, passamos a curtir a casa. Com menos de dois meses de mudança, eu já não sabia mais como era morar num apartamento. A gente rapidamente se adaptou ao novo ambiente e a todos os benefícios e dificuldades que ele pudesse nos proporcionar.

O quarto das crianças está bem próximo daquilo que já idealizei seguindo os conceitos montessorianos. Elas aproveitam bem e têm adoecido menos (o que é o mais importante de tudo). Nos dias frios, temos muito espaço para brincar dentro de casa e isso tira um pouco da angústia que eu sentia no apartamento. Por mais que fosse espaçoso, havia também a questão do ruído.

Já no quintal, temos um mundo totalmente novo e disponível para explorar. Nos dias de calor banho de bacia e mangueira. Atividades de jardinagem que envolvem as crianças. Brincadeiras com os gatos. Também temos agora pula-pula e balanço.

E o mais legal de tudo, podemos comer mais à vontade do lado de fora da casa. A sujeira é mais fácil de ser recolhida e temos o ar fresco para desfrutar. Fora que aqui é mais tranquilo para convencer o pai (o louco da limpeza) a deixar as crianças a brincarem com tinta e massinha.

Faltou mencionar que o novo lar fica pertinho da casa dos meus pais, assim acabamos nos vendo mais. Tudo tão bom!!! <3

3 comments

  1. Gabbe says:

    Eles devem estar se divertindo à bessa na casa nova! E esse quartinho lindo que você fez *–* quero um igual pra Luna *–*

    • Jéssica Macêdo says:

      É uma delícia brincar de decorar, Gabbe! ahahha Busca informações sobre quarto montessoriano, você vai adorar. =*

  2. Denise says:

    Como eu tenho vontade de me mudar para uma casa com espaço para Helena. Espero que sejam felizes…

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